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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Alento aos desolados com a Igreja‏

Alento aos desolados com a Igreja

11/08/2011 -  por Leonardo Boff
Atualmente há muita desolação com referência à Igreja Católica institucional. Verifica-se uma dupla emigração: uma exterior, pessoas que abandonam concretamente a Igreja e outra interior, as que permanecem nela mas não a sentem mais como um lar espiritual. Continuam a crer apesar da Igreja.
E não é para menos. O atual Papa tomou algumas iniciativas radicais que dividiram o corpo eclesial. Assumiu uma rota de confronto com dois importantes episcopados, o alemão e francês, ao introduzir a missa em latim; elaborou uma esdrúxula reconciliação com a Igreja cismática dos seguidores de Lefebvre; esvaziou as principais intuições renovadoras do Concílio Vaticano II, especialmente o ecumenismo, negando, ofensivamente, o título de “Igreja” às demais Igrejas que não sejam a Católica e a Ortodoxa; ainda como Cardeal mostrou-se gravemente leniente com os pedófilos; sua relação para com a AIDs beira os limites da desumanidade. A atual Igreja C atólica mergulhou num inverno rigoroso. A base social de apoio ao modelo velhista do atual Papa é constituída por grupos conservadores, mais interessados nas performances mediáticas, na lógica do mercado, do que propor uma mensagem adequada aos graves problemas atuais. Oferecem um “cristianismo-prozac”, apto para anestesiar consciências angustiadas, mas alienado face à humanidade sofredora e às injustiças mundiais e a situação degradada da Terra.
Urge animar estes cristãos em vias de emigração com aquilo que é essencial ao Cristianismo. Seguramente não é a Igreja que não foi objeto da pregação de Jesus. Ele anunciou um sonho, o Reino de Deus, em contraposição com o Reino de César, Reino de Deus que representa uma revolução absoluta das relações desde as individuais até as divinas e cósmicas.
O Cristianismo compareceu primeiramente na história como movimento e como o caminho de Cristo. Ele é anterior a sua sedimentação nos quatro evangelhos e nas doutrinas. O caráter de caminho espiritual é um tipo de cristianismo que possui seu próprio curso. Geralmente vive à margem e, às vezes, em distância crítica da instituição oficial. Mas nasce e se alimenta do permanente fascínio pela figura e pela mensagem libertária e espiritual de Jesus de Nazaré. Inicialmente tido como “heresia dos Nazarenos” (At 24,5) ou simplesmente “heresia” (At 28,22) no sentido de “grupelho”, o Cristianismo foi lentamente ganhando autonomia até seus seguidores, nos Atos dos Apóstolos (11,36), serem chamados de “cristãos.”
O movimento de Jesus certamente é a força mais vigorosa do Cristianismo, mais que as Igrejas, por não estar enquadrado nas instituições ou aprisionado em doutrinas e dogmas. É composto por todo tipo de gente, das mais variadas culturas e tradições, até por agnósticos e ateus que se deixam tocar pela figura corajosa de Jesus, pelo sonho que anunciou, um Reino de amor e de liberdade, por sua ética de amor incondicional, especialmente aos pobres e aos oprimidos e pela forma como assumiu o drama humano, no meio de humilhações, torturas e da execução na cruz. Apresentou uma imagem de Deus tão íntima e amiga da vida, que é difícil furtar-se a ela até por quem não crê em Deus. Muitos chegam a dizer: “se existe um Deus, este deve ser aquele que traz os traços do Deus de Jesus”.
Esse cristianismo como caminho espiritual é o que realmente conta. No entanto, de movimento, ele muito cedo ganhou a forma de instituição religiosa com vários modos de organizaçã o. Em seu seio se elaboraram as várias interpretações da figura de Jesus que se transformaram em doutrinas e foram recolhidas pelos atuais evangelhos. As igrejas, ao assumirem caráter institucional, estabeleceram critérios de pertença e de exclusão, doutrinas como referência identitária e ritos próprios de celebrar. Quem explica tal fenômeno é a sociologia e não a teologia. A instituição sempre vive em tensão com o caminho espiritual. Ótimo quando caminham juntas, mas é raro. O decisivo é, no entanto, o caminho espiritual. Este tem a força de alimentar uma visão espiritual da vida e de animar o sentido da caminhada humana.
O problemático na Igreja romano-católica é sua pretensão de ser a única verdadeira. O correto é todas as igrejas se reconhecerem mutuamente, pois todas revelam dimensões diferentes e complementares do Nazareno. O importante é que o cri stianismo mantenha seu caráter de caminho espiritual. É ele que pode sustentar a tantos cristãos e cristãs face à mediocridade lamentável e à irrelevância histórica em que caiu a Igreja atual.


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No aniversario da bomba atômica sobre Hiroshima , reveja "Hiroshima, meu amor" e releia Vinicius de Moraes.

A rosa de Hiroxima
Vinicius de Moraes

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

Na mochila vai o amor, a esperança , a fé e a coragem!‏

Na mochila vai o amor, a esperança , a fé e a coragem!

“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (Cl 2,7)

Com toda certeza, os próximos dias; os que virão, trarão neles uma figura bem presente no cotidiano: A mochila, a mala, a estrada. Eu peregrino.

Neste momento, dias antes de partir, não me atrevo a dimensionar aquilo que vivenciarei na Jornada Mundial da Juventude, em Madrid. Não sei o que lá encontrarei, mas conheço a força que convoca estes milhares de jovens de tantos lugares diferentes, realidades diferentes, culturas diferentes não somente para um grande encontro. Mas o encontro com a pessoa e a proposta do jovem de Nazaré, Jesus Cristo.

E quem vai ao encontro, vai em busca. Vai e vê, mas depois retorna para o lugar aonde lhe é permitido viver. E o caminho de ida, via de regra, é o mesmo caminho de volta. No entanto, sei que não voltarei o mesmo. As marcas do caminho permanecem no retorno.

E nessa viagem, volto a pensar na mochila: Toda mochila de um viajante leva nela o essencial. Estritamente essencial. E isso tudo me ensina que na vida, por muitos momentos seremos convocados a escolher o essencial, tirar o excesso de bagagem com quinquilharias, supérfluos, etc. A mochila, portanto, me ensina a escolher aquilo que realmente importa. E tudo que é essencial, dispensa por si o que não é.  Aprendo o significado do desprendimento.

Contudo, felizmente nem tudo segue esta mesma regra. O coração tem lugar para tudo: Amor, coragem, esperança, ousadia e fé... A mochila voltará do mesmo jeito que vai, mas o coração certamente volta abastecido de vida e esperança!

Lembro-me dos ensinamentos de Emaús. Os mesmos que vão, retornam pelo caminho com um novo olhar, um novo ardor. Espero, portanto retornar ao povo que me envia. A missão continua!

Coragem no caminho!

Marcos Tramontin Serafim
Pastoral da Juventude da Diocese de Criciúma

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"Outro mundo é possível, vamos fazer"

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Marcos Tramontin Serafim 
Teias da Comunicação - SUL4
Coordenador Diocesano da Pastoral da Juventude - Diocese de Criciúma | SC 
48 3527-0770 | 48 9944-2855 
Skype: marcostramontin 
_____________________________________________ 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Los Hermanos - Artigo Selvino Heck‏

BAIXE QUI

Boa tarde,

 Envio artigo do Dr. Selvino Heck, Assessor Especial da Secretaria Geral da
  Presidência da República, conhecimento e possível publicação.


Att.,

Clécima Márcia Campos
 Assistente
 Secretaria Nacional de Articulação Social
  Secretaria-Geral da Presidência da República
(61) 3411-2403

Posicionamento Pastoral ao ato do Padre Cássio

Partilhando o nosso apoio aos companheiros e companheiras de regente feijó.

BAIXE AQUI



Posicionamento Pastoral ao ato do Padre Cássio



A Pastoral da Juventude da Diocese de Presidente Prudente manifesta solidariedade aos Irmãos e Irmãs de fé e caminhada da Pastoral da Juventude e Juventude Missionária de Regente Feijó, que comprometidos com a causa do Cristo Libertador, evangelizam a Juventude, valorizando o seu protagonismo na busca da Civilização do Amor. Entretanto foram impedidos pelo Padre José Cássio Siqueira, de utilizarem o espaço comunitário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, para reunião semanal.

O fato ocorreu na noite do dia 24 de Julho de 2011.

Quando os jovens chegaram ao local para realizarem o encontro, o vigia disse que havia recebido ordens do Padre para não permitir a entrada da Juventude no Centro Comunitário.

Há mais de 10 anos os grupos desenvolvem trabalhos no local, segundo os membros não encontram motivos para o ocorrido. Sem respostas, procuraram pelo Padre que não quis recebê-los.

O trabalho de evangelização da juventude deve ser priorizado conforme mostra as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil - CNBB (2011-2015), conforme item 81 do documento:

81. Atenção especial merece os nossos jovens. A beleza da

juventude e os inúmeros desafios para a plenitude de sua

vida exigem urgentes iniciativas pastorais nas diversas

instâncias de nossa ação evangelizadora.

Não permitir o trabalho dos jovens na comunidade é não apenas ir contra as diretrizes da CNBB, mas ser contrario aos sinais do Reino é inviabilizar o dialogo fraterno entre o clero e os leigos, ou seja, estabelecer uma relação onde o leigo está submisso as ordens do clero, impossibilitando a experiência de uma Igreja de comunhão e igualdade.

Em sintonia com a Campanha Nacional Contra a Violência e Extermínio de Jovens, e baseado em princípios morais que pregamos a partir do próprio Evangelho de Justiça, Verdade e Igualdade repudiamos este ato. Somos contra qualquer tipo de ação arbitraria que interfira no jeito jovem de ser Igreja, contudo somos favoráveis ao dialogo fraterno, para que possamos vivenciar a maturidade da fé, que nos permite corrigir e também sermos corrigidos, como Irmãos e Irmãs em Cristo, sem opressores ou oprimidos.

Somos a favor de uma Igreja libertadora, de respeito mútuo e de transformação social.

“Tenho que andar, tenho que lutar, ai de mim se não o faço! Como escapar de Ti? Como não falar? Se Tua voz arde em meu peito!”







Pastoral da Juventude


Diocese de Presidente Prudente

O Massacre da Juventude por padre Alfredo‏

Segue anexo um texto interessante do Pe. ALFREDO





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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Juventude atrás das grades: A realidade dos adolescentes em conflito com a lei no Brasil‏

Último levantamento sobre a situação de adolescentes em conflito com a lei no Brasil
Vale leitura
abrçs


05/07/2011

Juventude atrás das grades: A realidade dos adolescentes em conflito com a lei no Brasil

No período em que se comemoram os 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o atendimento socioeducativo continua a ser um dos maiores desafios da consolidação de uma política consistente de Direitos Humanos no Brasil. Especialistas alertam que os programas voltados às medidas socioeducativas em meio aberto também precisam de mais investimentos

De acordo com o mais recente Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei, existem hoje no Brasil 12.041 adolescentes cumprindo medida de internação (o que representa um crescimento de 4,50%), seguidos de 3.934 em internação provisória e 1.728 em cumprimento de semiliberdade.

A pesquisa, coordenada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), mostra que em 2010 houve uma quebra da tendência de queda no número de internações que vinha ocorrendo desde 2007.



Como mostra a tabela abaixo, proporcionalmente, o DF lidera o ranking de jovens que se encontra em medida de restrição da liberdade com 29,6 internados para cada dez mil adolescentes, seguido do Acre com 19,7 e São Paulo com 17,8.

É absoluta a prevalência de adolescentes do sexo masculino em situação de cumprimento de medida socioeducativa de internação e em situação de internação provisória. O índice é de 94,94%.



A Constituição Federal determina que as crianças e os adolescentes recebam tratamento prioritário por parte do Estado e da sociedade em geral. As determinações entre os artigos 112 e 130 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990, reafirmam a necessidade de oferecer atenção diferenciada a essa parcela da população quando envolvidas em atos infracionais.

Apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, o Brasil ainda convive com graves violações de direitos nas unidades de internação socioeducativa. É fundamental avançar na definição de uma política de atendimento que garanta estruturas, procedimentos e recursos humanos e orçamentários adequados em todas as fases do processo, desde a prevenção, a captura, o julgamento e a ressocialização.

Levantamentos do Conselho Nacional de Justiça apontam ocorrência de graves violações de direitos nas unidades de atendimento, como ameaça à integridade física, violência psicológica, maus-tratos e tortura, além de negligência relacionada ao estado de saúde dos adolescentes. Há ainda denúncias de jovens privados de liberdade em locais inadequados, como delegacias, presídios e cadeias.

Estima-se que só no estado de São Paulo – localidade que concentra 42% dos adolescentes em cumprimento de regimes em meio fechado no País – existam ao redor de 1.787 jovens que não deveriam estar em medida socioeducativa de internação, pois seus casos contradizem ou não preenchem os requisitos constantes do artigo 122 do ECA.

A estrutura das unidades continua, por tanto, a ser uma questão relevante. A rede física atual, segundo o levantamento da SDH/PR, está composta por 435 unidades, sendo 305 para atendimento exclusivo de programas. A situação de precariedade é seria em muitas instalações, sendo mais evidente na região Nordeste onde os estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco apresentam superlotação com taxas acima da capacidade em 67,81%, 38,21% e 64,17%, respectivamente.

Internar ou não internar? Eis a questão
Segundo o advogado e presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo, Ariel de Castro, as medidas socioeducativas de maneira geral são mal aplicadas no Brasil, havendo uma tendência excessiva à internação dos adolescentes, mesmo em casos de atos infracionais cometidos sem uso de violência. “Diante da dita comoção popular, o Judiciário tem se curvado à pressão da opinião pública e aplicado a internação como a principal medida e não como exceção, conforme prevê a Lei”, avalia. Castro lembra que o Poder Judiciário e o Ministério Público não são os únicos responsáveis pela aplicação inadequada das medidas. Ele afirma que grande parte dos programas de atendimento socioeducativo em meio aberto – executados por prefeituras e organizações não governamentais (ONGs) – está em situação precária de funcionamento. “O ECA prevê a municipalização das medidas em meio aberto há 21 anos e mesmo assim a maioria das cidades lamentavelmente não possui esse tipo de serviço”, explica.

A ausência de vagas em unidades de semiliberdade também seria um fator agravante, pois, segundo Ariel de Castro, esta alternativa nunca foi considerada prioridade para os governos estaduais. Contudo, os dados da SDH mostram um crescimento da população de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade, passando de 1.234 em 2006 para 1.728 em 2010.

Para conhecer práticas promissoras de execução de medidas em meio aberto, veja apublicação com os ganhadores da terceira edição do prêmio Socioeducando que promovem a SDH/PR, UNICEF e a ANDI.

Drogadição e saúde mental
Estudo da SDH do ano 2009 chama a atenção ainda para um aspecto importante, porém pouco debatido no âmbito das medidas socioeducativas: o tratamento voltado aos adolescentes em caso de drogadição e transtornos psiquiátricos. O ECA prevê medidas especiais com essa finalidade, em que devem ser consideradas as peculiaridades de cada situação e a vinculação desses problemas com o ato infracional. Algumas dificuldades, como o preconceito e a falta de capacitação profissional no atendimento aos adolescentes, são apontadas como entraves na reinserção social dos que necessitam de tratamento terapêutico.

O Estatuto define dois tipos diferentes de acompanhamento nesses casos: o regime hospitalar, que envolve a internação do paciente sob requisição de um laudo médico, e o regime ambulatorial, em que o paciente permanece em convívio familiar e comunitário, frequentando periodicamente os serviços de atendimento psicossocial. Contudo, Ariel de Castro afirma que, embora tenha viajado boa parte do país para conhecer unidades de internação, nunca encontrou atendimento adequado aos adolescentes dependentes químicos ou com sofrimento psíquico. “Os programas e serviços não estão devidamente preparados e estruturados, principalmente em tempos de epidemia do uso de crack”, ressalta.

Propostas do SINASE 
Com o objetivo de dar uma nova perspectiva ao cumprimento das medidas socioeducativas no Brasil, está em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de Lei 1.627/07, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). A iniciativa, que tem como  relator o senador Eduardo Suplicy, busca estabelecer um marco regulatório no País, organizando os princípios de natureza política, administrativa e pedagógica para o adequado funcionamento dos programas socioeducativos de atendimento ao adolescente em conflito com a lei.

Um dos principais focos da proposta é assegurar a co-responsabilidade da família, da comunidade e do Estado, articulando os três níveis de governo. Além disso, o Sistema busca estabelecer parâmetros nacionais que priorizem a execução de medidas em meio aberto em detrimento das restritivas de liberdade, a serem usadas em caráter de excepcionalidade.

Na opinião da coordenadora do Programa de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente do escritório do Unicef no Brasil, Casimira Benge, a importância da implantação do SINASE está em orientar estados e municípios na formulação de políticas sintonizadas com todas as recomendações nacionais e internacionais de direitos humanos em matéria de justiça juvenil. 

Segundo ela, algumas recomendações do Sistema merecem destaque, como a prioridade dada às medidas em meio aberto, as regras para a construção dos centros de internação e a qualificação das equipes de atendimento. “O SINASE possibilita a harmonização e unificação de procedimentos, evitando que cada estado da Federação adote uma política desvinculada das diretrizes nacionais”, afirma.

Profissionalizando os atores
O projeto pretende enfatizar a articulação de políticas intersetoriais e a constituição de redes de apoio, a fim de garantir o direito à convivência familiar e comunitária dos adolescentes autores de atos infracionais.  Ele estabelece ainda as competências dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, que devem estabelecer diálogo direto com os demais atores integrantes do Sistema de Garantia de Direitos, como o Poder Judiciário e o Ministério Público.

A coordenadora geral do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo da SDH/PR, Thelma Oliveira, afirma que existem outros tipos de políticas públicas sendo executadas com o objetivo de romper a tradição assistencial e repressiva no atendimento dos adolescentes em conflito com a lei.  Segundo ela, a Secretaria está elaborando uma proposta de regularização da profissão do socioeducador, com curso de formação a ser desenvolvido pelo Ministério da Educação com apoio de instituições de ensino superior. A SDH também apoia projetos de justiça restaurativa e o fortalecimento dos programas em meio aberto. “É preciso superar problemas como o quadro de profissionais pouco preparados para a ação socioeducativa, a proposta pedagógica incipiente e a prevalência de uma cultura prisional na aplicação das medidas de internação”, destaca.

O advogado Rodrigo Puggina, do Instituto de Acesso à Justiça, acredita que há uma inversão no que deveria ser o foco dos debates envolvendo as medidas socioeducativas. Para ele, a prevenção feita por políticas públicas é mais barata e eficaz do que a repressão. “Se não nos preocupamos com essas pessoas por um ideal de direitos humanos, que seja, então, por outra razão: os jovens que estão lá sairão um dia e nós temos que decidir como quere- mos que eles saiam”, conclui.
Fonte: Portal Andi - 04/07/2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A maioria dos miseráveis brasileiros é jovem, negra e nordestina‏

Mapeamento do IBGE diz que a maioria dos brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza é negra ou parda, jovem e vive na Região Nordeste Imagem: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo
A maioria dos miseráveis brasileiros é jovem, negra e nordestina

A maioria dos brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza é negra ou parda, jovem e vive na Região Nordeste. É o que mostra um mapa feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados preliminares do Censo Demográfico de 2010.

Com base em dados do IBGE e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi estipulado que famílias com renda igual ou inferior a R$ 70 por pessoa são consideradas extremamente pobres. O parâmetros será usado na elaboração do plano Brasil sem Miséria, a ser lançado em breve pelo governo federal.

Nessa situação de miséria encontram-se16,2 milhões brasileiros, o equivalente a 8,5 % da população do país, conforme o IBGE. Desse total, 70,8% são pardos ou pretos e 50,9% têm, no máximo, 19 anos de idade.

O mapa revela que 46,7% dos extremamente pobres vivem no campo, que responde por apenas 15,6% da população brasileira. De cada quatro moradores da zona rural, um encontra-se na miséria. As cidades, onde moram 84,4% da população total, concentram 53,3% dos miseráveis.

Na Região Nordeste estão quase 60% dos extremamente pobres (9,61 milhões de pessoas). Em seguida, vem o Sudeste, com 2,7 milhões. O Norte tem 2,65 milhões de miseráveis, enquanto o Sul  registra 715 mil. O Centro-Oeste contabiliza 557 mil pessoas em situação de extrema pobreza.

Quanto ao sexo, a miséria atinge mulheres e homens da mesma forma: 50,5% contra 49,5% respectivamente. No entanto, na área urbana, a presença de mulheres que vivem em condições extremas de pobreza é maior, enquanto os homens são maioria no campo.

A análise dos dados revela também que, além da renda baixa, a parcela da população em extrema pobreza não tem acesso à serviços públicos, como água encanada, coleta de esgoto e energia elétrica. Estima-se, por exemplo, que mais de 300 mil casas não estão ligadas à rede de energia elétrica.

“Quanto menor é a renda das pessoas, maior é a proporção de pessoas que não têm acesso ao abastecimento de água potável. Quanto menor a renda, maior a proporção da população que não tem banheiro exclusivo no domicilio. Na área rural a situação é mais recorrente”, afirmou o presidente do IBGE, Eduardo Nunes.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou que o plano Brasil sem Miséria, que visa a acabar com a pobreza extrema no Brasil até 2014, será uma combinação de políticas de transferência de renda e de capacitação profissional com ampliação dos serviços ofertados pelo Estado.

“Não se trata de novos programas, mas um olhar para esse público. Não vamos fazer um chamamento, mas garantir que o Estado chegue a essa população”, disse a ministra, acrescentando que vários programas atuais serão mantidos, como o Bolsa Família.

O plano deve ser lançado em breve pela presidenta, Dilma Rousseff. Segundo a ministra, é possível erradicar a pobreza extrema nos próximos quatro anos. “É um esforço dos governos federal, estaduais e municipais. É uma força-tarefa”, disse. Tereza Campello explicou ainda que a renda familiar estipulada para definir a faixa de extrema pobreza será ajustada no decorrer dos anos.

Hoje, dos 16,2 milhões de extremamente pobres, 70,7% não têm rendimento nenhum (4,8 milhões de brasileiros). O restante (11,4 milhões) tem renda que varia de R$ 1 a R$ 70.

Da Agência Brasil
Imagem: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

VIA-SACRA JOVEM: Campanha contra a violência e extermínio de jovens.‏

VIA-SACRA JOVEM: Campanha contra a violência e extermínio de jovens.

Autoria:
Mari Malheiros;Diocese de Guarapuava Paraná  nanamalheiros@hotmail.com
Rodrigo Szymanski; Londrina (Postulante Josefino de Murialdo) rodrigoszy@hotmail.commaterial para reflexa

1 ESTAÇÃO – JESUS É CONDENADO A MORTE:
Diante do Conselho e de Pilatos, Jesus é interrogado. Falsos testemunhos são apresentados contra ele. Antes mesmo de ser julgado, ele está condenado. Finalmente, a sentença: Jesus deve morrer na cruz, como morrem tantos outros criminosos. Sua culpa: apresentar-se como filho de Deus.
            Nesta estação meditamos todos os jovens que são condenados à morte em nome do tráfico, que tira o direito da juventude de sonhar e viver uma vida digna e de esperança.
            Quantos de nossos jovens são condenados por não terem seus direitos garantidos! É só observar a violência moral e simbólica que nos foi imposta pelo neo-liberalismo, um sistema que oprime e tira a dignidade da juventude, que condena jovens inocentes, como Jesus, a carregar a cruz que mantém o privilégio dos poderosos e não permite enxergar um novo horizonte, uma nova luz. Um sistema que transforma suas vítimas em culpados e combate o tráfico com repressão e não prevenção.
            Assim, rezemos por todos os jovens que são vítimas do tráfico de drogas, de armas e de seres humanos...
“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens.”
2 ESTAÇÃO – JESUS CARREGA A CRUZ
Conforme o costume, Jesus é obrigado a carregar a cruz na qual será crucificado. Ela é colocada em seus ombros machucados. Ao peso da cruz, soma-se a dor provocada pela flagelação. Jesus tem o corpo marcado pelos ultrajes, e a alma entristecida pela aflição.
            Lembremos de todos os jovens que buscam seus direitos e são negligenciados pelos governantes que negam os direitos sociais básicos como saúde, esporte, lazer, cultura, trabalho, educação, entregando assim a cruz da falta de oportunidade para que os jovens peregrinem na busca de seus sonhos.
            É a oportunidade o fator decisivo na vida de um jovem, ela que irá determinar o adulto que ele será no dia de amanhã. O que esperar de um jovem que não é atendido nos hospitais, que não trabalha, que não tem como ter lazer, que não recebeu formação cultural e educação? Como dizia D. Hélder Câmara “democracia é dar a todos o mesmo ponto de partida e deixar que cada um faça o seu ponto de chegada.”
            Então, rezemos por todos os jovens que não tem a oportunidade de sonhar e realizar uma vida mais digna e feliz...
“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens.”
3 Estação – JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ
Machucado e sangrando, Jesus dá os primeiros passos rumo ao calvário. À dor física soma-se a dor pela rejeição de sua pessoa e mensagem. A primeira queda é consequência da fraqueza provocada pela flagelação.
            Nesta estação, lembremos todos os meninos e meninas que caem no vícios das drogas e são vitimas dos esquemas que geram fortunas a custa da queda de milhares de jovens que se consomem nos vícios de drogas.

            Uma sociedade que criminaliza o uso de drogas e não oferece tratamento e cuidado aos jovens vítimas dessa epidemia social está fadada a morte. O usuário de drogas não tem controle sobre seus atos, age por dependência de entorpecentes causadores de morte e é nosso dever enquanto Estado e Sociedade cuidar de todos os dependentes químicos.

            Rezemos por todos os jovens usuários dependentes de drogas.

“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens.”
4 Estação – JESUS ENCONTRA SUA MÃE

O coração da mãe sofre tanto quanto o coração do Filho. Maria conhece a inocência de Jesus, está consciente da injustiça que cometem contra Ele. Eles se encontram no olhar pleno de dor e amor. Ela chora pelo filho; o filho sente a angústia da mãe, e sofre com ela.
            Em nossa sociedade quantos jovens vivem sem ao menos conhecer sua mãe? Sofrem todos os dramas da vida, sem uma família a quem chorar, vivem sem conhecer a ternura e o amor familiar. Quantos de nossos jovens são abandonados pelas ruas, vivem em abrigos, sofrem violências domésticas e negligência familiar.

            É possível que um dia todos esses jovens revertam essa violência sofrida no âmbito familiar na sociedade. Aí está a causa primordial da insegurança pública que hoje sofremos. Crianças, adolescentes e jovens precisam ser tratados com carinho e respeito, promovendo sua dignidade de pessoa humana.

            Rezemos por todos os jovens que não receberam o amor maternal/paternal, e peçamos que, como Nossa Senhora, que encontrou seu filho no caminho da cruz, nós possamos ser família daqueles carregam a injusta cruz de não possuir família.

“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens.”
5 Estação – CIRINEU CARREGA A CRUZ DE JESUS
Simão Cirineu, um trabalhador do campo, é chamado pelos soldados para carregar a cruz de Jesus. Foi por pouco tempo; a cruz retirada de Cirineu, voltou aos ombros machucados de Jesus.
            Vivemos em uma sociedade individualista, onde o que o “outro” sofre não nos preocupa. Porém, há um despertar de consciência através de grupos corajosos, como os movimentos sociais, que tem feito a luz da fraternidade brilhar em todos os cantos do mundo.
            Para ser irmão, é preciso comprometer-se com o irmão. Nossa fraternidade tem que incluir tudo que atinge a família humana, inclusive a eliminação da violência simbólica, gerada pela discriminação e o preconceito. Nada de piadinhas racistas, homofóbicas, sexistas, religiosas e decorrentes de condição econômica e social. O verdadeiro cristão respeita o outro e assume sua cruz, suportando com ele as discriminações e preconceito impostos por essa sociedade voltada unicamente ao capital.
            Rezemos para que possamos ser como o Cirineu que ajudou a Cristo a carregar a cruz, e que as cruzes da violência simbólica impostas a juventude sejam eliminadas da sociedade com a nossa ajuda.
“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens.”
6 ESTAÇÃO – VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS
Mãos amigas vão ao encontro do rosto de Jesus. É Verônica que, compadecida, enxuga o suor e o sangue que se misturam em sua feição. O carinho de Verônica encoraja Jesus e ele segue no cumprimento da sentença a que foi condenado.
            Em nossa sociedade encontramos muitas mulheres corajosas como Verônica, que enfrentam os soldados romanos, mesmo sabendo que serão machucadas. São as mulheres que sofrem a discriminação por assumirem a condição de chefes de família, ou são as jovens que dizem SIM à vida e levam adiante uma gravidez inesperada, mesmo sem o apoio de seus companheiros.
             Não é fácil manter a dignidade de mulher numa sociedade em que o machismo impera. É necessária muita coragem e certeza de protagonismo feminino, principalmente para as jovens mulheres que se tornam mães sem o apoio da família, dos amigos e do companheiro. Invés de “atirarmos pedras” deveríamos ir ao encontro dessas mulheres e enxugar-lhes o rosto que transborda cansaço da luta diária pelas condições injustas que  nós as submetemos.
            Rezemos por todas as mulheres vítima da nossa violência moral, as mães de família, mães jovens solteiras, jovens abandonadas grávidas que enfrentam o machismo de nossa sociedade e buscam condições de criarem seus filhos, mas nunca perdem a amabilidade de sonhar.
“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens.”
7 ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ
As dificuldades aumentam à medida em que a cruz pesa e o corpo de Jesus sente o cansaço da caminhada. As forças diminuem; a debilidade aumenta.A segunda queda dilacera ainda mais o corpo machucado de Jesus.
            No Brasil, a exploração do trabalho infantil e do trabalho escravo são ainda chagas vergonhosas. A organização do trabalho permanece precária. É grande o trabalho informal, inseguro, instável e não protegido por lei, e as principais vítimas são os jovens. As lutas dos trabalhadores e os esforços dos sindicatos têm levado ao reconhecimento de direitos que muitas vezes, porém, acabam por ser ignorados. A eliminação permanente de postos de trabalho, as dificuldades de acesso ao emprego e o surgimento de novos processos de exclusão social, o enfraquecimento dos sindicatos de trabalhadores e de suas penosas conquistas, desafiam o ideal da cidadania ligada ao trabalho e geram toda uma desigualdade social, que se converterá em violência contra todos nós. Somente o trabalho digno é capaz de reverter essa situação.
            Rezemos pelos jovens desempregados de nossa sociedade, a todos que buscam um emprego digno para sobreviver e viver decentemente, podendo assim sonhar com um futuro justo.
“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens!”
8 ESTAÇÃO – JESUS CONSOLA AS MULHERES DE JERUSALÉM
Uma grande multidão seguia Jesus em sua trajetória de dor. Algumas pessoas estavam ali por curiosidade, outros por compaixão. Algumas mulheres choram, lamentando a condenação de Jesus. Elas manifestam o seu pesar e Jesus as consola.
            Jesus esquece seu sofrimento para acolher as mulheres que lhe seguiam. Muitas mulheres em nossa sociedade buscam consolo na vida por viverem sob constante ameaça de morte. São agredidas pelos seus parceiros, e violentadas sexualmente, por uma sociedade que prega o erotismo e faz da mulher um objeto de prazer e desejo. Acolhe o bom mestre estas, que sofrem contigo no calvário.
            Está comprovado que a maioria dos assassinatos de mulheres tem haver com a questão cultural do machismo, que transforma a mulher em mero objeto sexual do homem. Mesmo assim, em nome de sua família, muitas mulheres toleram essa violência e vão à luta com dignidade. Outras, porém, são obrigadas a se prostituir para sua sobrevivência e também sobrevivência de sua família. Mais uma vez o capital retira algo fundamental no ser humano: sua liberdade sexual, vulgarizando e desmoralizando o amor entre homens e mulheres.
            Acolhe, ó Bom Mestre, todas as mulheres vítimas da violência doméstica, da violência sexual e também as mulheres que vendem o corpo, vítimas do nosso julgamento moral. Elas também sofrem contigo no caminho do calvário.
“Vamos juntos gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens!”
9 ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ
O peso da cruz e o corpo debilitado derrubam Jesus. Ele está no chão, é a terceira queda. O caminho para o calvário está concluído. Jesus não tem mais forças, e é arrastado até o lugar onde será crucificado.
            O bom mestre cai por terra pela terceira vez, derramando seu sangue sobre nosso chão. Hoje, milhares de jovens caem, derramando seu sangue sobre o solo, vítimas dos conflitos de terra. Além da violência física sofrida por esses jovens, existe a violência simbólica marcada pelo preconceito que nossa sociedade encara com relação aos que lutam pela terra.
            Mais uma vez o capital marginaliza as vítimas de um sistema injusto. Para nós, cristãos, é inconcebível que a distribuição de terras produtivas fique nas mãos de poucos latifundiários, que utilizam mão de obra barata e exploram a terra sem nenhum cuidado com a saúde do solo. Urgente se faz a reforma agrária, em que exista limites à propriedade privada e mais pessoas tenham o direito de cultivar o solo.
            Rezemos por todos os jovens e suas famílias que vivem em conflitos de terras, onde lhe são retirado o sagrado direito de produzir, e de possuir um pedaço de chão. Rezemos por todos que sofrem com os conflitos agrários. E pela reforma agrária necessária e indispensável em nosso país.
“Vamos juntos gritar, girar o mundo: chega de violência e extermínio de jovens!”
10 ESTAÇÃO – JESUS É DESPIDO DE SUAS VESTES
Os soldados arrancam as roupas de Jesus; a túnica, feita de uma peça única, é sorteada. A entrega é total. Ele está nu; nem mesmo roupas Ele possui. Tudo lhe é tirado. Ele nasceu pobre, e pobre morrerá.
            Jesus é humilhado na sua dignidade divina e nos seus direitos humanos ao ser despojado de suas vestes. Quantos jovens, como Jesus, sofrem com perseguições e violência escolar? Quantos jovens sofrem bulling?
            O respeito no ambiente escolar é fundamental para a formação da personalidade de um jovem. Infelizmente, todos os jovens que não se encaixam nos “padrões” exigidos pela sociedade sofrem diversas perseguições por serem diferentes. Como cristãos não podemos aceitar que o diferente seja tratado com desigualdade. A diferença é fundamental para nosso crescimento enquanto seres humanos, mas a desigualdade é a violação dos direitos humanos. Todos merecem ser tratados com respeito e dignidade.
            Rezemos para que a educação aconteça para se criar valores em nossos jovens, impedindo assim que se crie uma sociedade de medo e uma cultura de morte.

“Vamos juntos gritar, girar o mundo: chega de violência e extermínio de jovens!”

11 ESTAÇÃO – JESUS É PREGADO NA CRUZ

No calvário, Jesus é preso à cruz. Ele fica suspenso, tendo apenas um suporte para os pés.  A crucificação é castigo reservado para os ladrões e assaltantes, entre outros. Jesus é tido e tratado como um deles.
            Hoje, somos “pregados” pela cultura do consumismo. Vivemos em uma economia de mercado que coloca o aspecto financeiro acima de todos os demais e transforma tudo em mercadoria, que valoriza pessoas pelo seu padrão de consumo, que cria vícios de acúmulo do supérfluo como forma de alguém se sentir importante. Isso ameaça pobres e não pobres sacrifica famílias, deforma valores e torna as pessoas vulneráveis a uma propaganda consumista insaciável.
            Os jovens estão entre as principais vítimas dessa cultura distorcida. A felicidade trazida pelo consumismo é efêmera. Isso faz com que os jovens busquem a felicidade em outros meios como as drogas, o álcool e o sexo desenfreado, sem nenhum cuidado ou respeito ao próximo.  Muitos jovens também buscam essa felicidade passageira e se submetem ao tráfico de drogas, cometem crimes e chegam até mesmo a matar outros seres humanos, outros jovens...
            Como cristãos, está mais do que na hora de mostrarmos ao mundo que a felicidade consiste em amar o próximo, e garantir sua dignidade. Como disse D. Pedro Casaldáliga “queremos viver, à luz do Evangelho, a paixão obsessiva de Jesus, o Reino.”
            Rezemos pelo fim da violência e do extermínio de milhares de jovens de nossa sociedade, pois como tu, Jesus, fostes crucificado, nossos jovens também sentem a dor de serem pregados em cruzes, sem liberdade de sonhar e acreditar na vida. Os mesmos pregos que te seguraram na cruz, prendem os jovens em presídios, tráficos, vícios, acerto de contas e no ódio imposto pelo egoísmo de uma sociedade que esquece de olhar pelos jovens.
“Vamos juntos gritar, girar o mundo: chega de violência e extermínio de jovens!”
12 ESTAÇÃO – JESUS MORRE NA CRUZ
O corpo de Jesus está no auge do esgotamento. Ele agoniza, mas ainda encontra força para uma oração: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.” (Todos se ajoelham por um momento e fazem um minuto de silêncio) A fonte da vida encontrou a morte. Até o fim, Jesus assumiu a natureza humana.
            E tendo dado um grande grito, Jesus expirou. Ele penetra na morte “para que todos tenham vida e a tenham plenamente" queremos carregar o mistério de viver em abundancia, e anunciar o projeto de Jesus cristo de Vida para todos/as.
            Como Jesus, muitos dão sua vida por outros, muitos dão sua vida pelo reino. Queremos fazer memória de todos os nossos mártires, que como Jesus, amaram os seus até o fim. Em um de seus últimos depoimentos, pouco antes de ser assassinado enquanto celebrava uma missa em El Salvador, D. Oscar Romero disse “que meu sangue seja semente de liberdade e sinal que a esperança se torna realidade.” E é pelo testemunho de todos os mártires, principalmente do mártir Jesus, que não podemos jamais esquecer o Reino!
            Rezemos por todos que são perseguidos e mortos em nome da justiça, e se fazem mártires por acreditarem que o reino de Deus é de justiça, paz e Vida.
“Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão”.
13 ESTAÇÃO – JESUS É DESCIDO DA CRUZ
Um soldado perfurou o coração de Jesus com uma lança; dele saiu sangue e água. Retirado da cruz, o corpo de Jesus é recebido por Maria e por aqueles que o acompanharam até a morte.
            Como Maria que recebe seu filho “morto” em seus braços, queremos lembrar de todas as Mães, que recebem um “corpo” de seus filhos em seus braços. Corrompidas pelas dores, clamam por justiça, mas por suas condições sociais não recebem respostas pelo motivo da morte deles.

            A grande insegurança que sofremos hoje tem tornados milhares de pais e mães órfãos. Seus filhos lhes são tirados de maneira injusta, tal como Jesus foi tirado de Maria. A violência vem destruindo milhares de famílias e exterminando o futuro, com a morte de tantos jovens.

            Precisamos denunciar a morte de milhares de jovens exterminados pelas milícias e pelos grupos de extermínio.

            Rezemos por todas as mães, pais, irmãos e amigos que recebem o corpo de seus filhos, irmãos e amigos sem vida e que seja feita justiça aos culpados por esses crimes.

“Vamos juntos gritar, girar o mundo: chega de violência e extermínio de jovens!”
14 ESTAÇÃO – JESUS É SEPULTADO
O corpo de Jesus é colocado num túmulo cavado na rocha. Envolto numa peça de linho, ele repousa depois de ser ultrajado e machucado.
            No sepulcro Jesus é colocado, a vida dom sagrado foi corrompida. Nesta estação, queremos lembrar e pedir perdão por todos aqueles que nosso sistema matou e sepultou, os esquecendo por tanto tempo. Pedimos perdão pela morte de tantas crianças e jovens, vítimas da fome; pedimos perdão por tantos analfabetos, que tiveram seu direito ao conhecimento transformado em mercadoria; pedimos perdão pelos que estão excluídos, os que não tem casa, terra ou emprego, pedimos perdão pelos marginalizados. Pedimos perdão por todos os “Cristos” que matamos e sepultamos todos os dias, vítimas da violência de nosso mundo.
            Rezemos por nossas vidas, para que possamos superar a morte e a dor, e sejamos sinal de superação de uma sociedade que prega uma paz de cemitérios, onde a dor alheia nos é indiferente.

“Vamos juntos gritar, girar o mundo: chega de violência e extermínio de jovens!”
15 ESTAÇÃO – JESUS RESSUSCITA DENTRE OS MORTOS
“Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava.” (MT 28, 5-6).
Mantra: “Cantem céus e terra, céus e terra cantem: Cristo Jesus, o Ressuscitado”.
            Somos convidados com Jesus, o Ressuscitado, a anunciar a “vida plena” e a construirmos a civilização do amor. Hoje podemos sonhar, pois Cristo vive, a morte e a dor foram vencidas. Não podemos mais aceitar tanta morte em nosso meio, pois ELE vive. Rezemos para que possamos sempre defender o direito à vida de nossa juventude e rezemos para sermos “páscoa na páscoa” em nome de um projeto muito maior, em nome do Projeto do Reino definitivo.
Canto: Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há. Mas eu bem sei que o meu futuro está nas mãos do meu Jesus, que vivo está.
Rodrigo szymanski
 
PJ - Diocese de Criciuma- SC
 
Twitter: http://twitter.com/rodrigoszy
 
Blog: http://rodrigopjoteiro.blogspot.com/
 
colaboração: http://registroalternativo.blogspot.com/ e http://pjcriciuma.com/
 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pastorais da Juventude se reúnem com Secretária Nacional de Juventude

 






Pastorais da Juventude se reúnem com Secretária Nacional de Juventude

 

Com o objetivo de discutir as perspectivas das políticas públicas de juventude no Brasil, representantes das Pastorais da Juventude se reuniram, no último dia 15, em Brasília, com a nova Secretária Nacional de Juventude do Governo Federal, a jovem Severine Macedo.
Na reunião, estiveram presentes militantes da Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Estudantil e Pastoral da Juventude Rural discutindo os temas centrais da política pública de juventude e apresentando uma plataforma para o trabalho da Secretaria e do Conselho Nacional de Juventude.
Segundo os participantes do encontro a reunião foi um primeiro contato com a Secretaria e representa mais um esforço de acompanhar o debate sobre políticas públicas de juventude no Brasil. “Ficamos felizes pela posse da companheira Severine, ex-militante da Pastoral da Juventude, como Secretária nacional. Sem dúvida, esta reunião inaugura um novo período no debate das PJs com o governo federal”, afirmou Eric Moura, membro da coordenação nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular.
Além da apresentação, da estrutura e dos objetivos da Secretaria Nacional de Juventude, nesta nova gestão, Severine ressaltou a importância das Pastorais da Juventude como espaço de formação, de tomada de consciência política, destacando a participação da PJ no Conselho Nacional de Juventude e a Campanha Nacional contra a Violência o Extermínio de Jovens, desenvolvida pelas PJs desde 2009. “As Pastorais da Juventude têm muito a colaborar neste campo das políticas públicas de juventude, por isso, estamos convidando-as para dialogar e trocar experiências”, afirmou a Secretária.


Na reunião, as Pastorais da Juventude entregaram um Manifesto referente à violência e ao extermínio de jovens no estado de Goiás pedindo que a SNJ colabore nas investigações e acione a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Ministério da Justiça na perspectiva de resolução para o caso e punição para os responsáveis.
O Manifesto, composto por mais de 360 assinaturas de lideranças dos mais variados campos da sociedade civil e do poder legislativo, defende a vida e os direitos da juventude e exige uma rápida ação para o caso com “medidas rápidas na perspectiva de proteger os que estão ameaçados, e, o mais importante, a adoção de políticas sérias que coíbam a violência e promovam a formação, a fiscalização e a valorização das carreiras da polícia civil e militar.” afirma o manifesto.

Clique aqui e conheça o Manifesto na íntegra.

 Assine aqui o abaixo assinado em apoio ao Manifesto.




segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pastoral da Juventude na Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Juventude‏

Nomeados representantes do Conjuve na Comissão Organizadora Nacional da II Conferência Nacional de Juventude

Os 15 representantes da sociedade civil para a Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Juventude já estão definidos. A lista foi definida na reunião extraordinária do Conjuve dos dias 14 e 15 de abril. Os convocados terão a responsabilidade de contribuir com o desenvolvimento e avaliação da Conferência junto com os representantes governamentais.
O principal critério para a definição dos nomes foi a divisão equitativa entre os segmentos que compõem o Conselho. As Entidades de apoio tiveram 4 vagas, os Movimentos Juvenis, 7 vagas e as entidades partidárias 3 vagas, completando com a vaga para a presidência do Conselho.
Os movimentos juvenis ainda criaram outro critério para a definição das vagas, a subdivisão por temáticas, garantindo a participação do movimento de mulheres, movimento negro, fóruns e redes, movimento estudantil, movimento religioso, juventude rural e movimento de trabalhadores urbanos.
A lista dos representantes é:
Gabriel Medina – Presidente do Conjuve / Fonajuves
Kathia Dudyk – Instituto Paulo Freire
Danielle Basto – Escola de Gente
Gabriel Alves – CPC/UMES
Nilton Lopes – CIPÓ – Comunicação Interativa
Hélio Barbosa – Rede de Jovens do Nordeste
João Vidal – UGT
Maria Elenice Anastácio – Contag
Marc Emmanuel Mendes – Juventude do PMDB
Joubert Fonseca – JSB
Murilo Amatneeks – JPT
Alexandre Piero – Pastoral da Juventude (PJ)
Danilo Moraes – CONEN
Marcela Cardoso – UNE
Paula Costa - UBM

--
ALEX - Alexandre Piero
PJ - Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE)
Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Juventude 2011
(11) 3013-2337
(11) 8783-7337
www.ale.pro.br
www.twitter.com/alexandrepj
www.facebook.com/alexandrepj

terça-feira, 15 de março de 2011

A perversidade do Sistema‏

Olá parceiros! Segue abaixo um texto que escrevi. Espero que tenham um tempinho para compartilhar.



A perversidade do Sistema: Despertando para a Política.   Ariel O. Gomes. (arielog2008@gmail.com)

            Um dia estava numa palestra sobre a questão ecologia-consumismo-poluição e, o palestrante disse: “Até hoje o melhor sistema que se adaptou no mundo é o capitalismo”.  Aquilo pra mim foi a gota derradeira. Como pode um sistema que é tão desumano ser o que melhor se adaptou. Adaptou a quem? Pra quem? Como pode algo ser tão adaptado a humanidade sendo que ele proporciona que 20% da população detenham 80% das riquezas mundiais? Isso, no mínimo, é uma afronta à dignidade humana. Esse tipo de discurso, benevolente sobre o capitalismo, é que contribui para o sacrifício de milhões de seres humanos: fome, miséria, educação pífia, sem teto, sem terra, refugiados e demais marginalizados.

            A perversidade refere-se ao lucro exagerado obtido por poucos, que está condicionado aos baixos salários da maioria. Um exemplo simples é o aumento de mais de 60% nos salários dos parlamentares e um aumento ridículo do mínimo (e por isso haverá corte e contenção de gastos!!). Ou seja, para existir milionário é necessário existir pobre e miserável. Mesmo que muitos não percebam as causas desse problema, por falta de consciência, percebem a conseqüência. Ainda assim , temos a capacidade de responder que o sistema é desse jeito, não tem como mudar, é uma utopia melhorar. Pois bem, esse é o discurso que o sistema deseja. O sistema não quer que sejamos críticos, inovadores, reacionários e porta-vozes de uma nova maneira de conduzir a política.

            Não pense que estou falando que a solução seja o socialismo ou comunismo, não é isso. O fato é que necessitamos de outra forma de modelo econômico, por que o que aí está não supre as nossas necessidades, não corresponde ao bem comum, nem condiz com nosso bem estar. Portanto, é uma necessidade e não uma opção.
           
            O ser humano é um ser que faz história, promove mudanças, gera novidades. O discurso de que não é possível mudar não considera a história. Enganam-se aqueles que acreditam que os modelos de desenvolvimento sempre foram como o é atualmente.  Milton Santos, um dos maiores intelectuais brasileiros, primeiro negro e não europeu a receber o prêmio considerado com “Nobel da Geografia”, escreveu:

            “De fato, se desejarmos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro e não querermos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos  três mundos num só – o primeiro seria o mundo tal como nos fazem ver , a globalização como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é, a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo como ele pode ser, uma outra globalização”.

            Existe uma relação muito forte entre globalização e o sistema, porque a primeira contribui como solo fértil para o segundo brotar. A globalização permite que o neoliberalismo (pensando em termos de livre comércio) se estabeleça. E sabemos, o neoliberalismo é o solo fértil do capitalismo. O neoliberalismo é a pouca intervenção do Estado, ou ainda a parceria do Estado com as grandes corporações, de maneira a garantir os interesses destas, e não necessariamente o interesse público, o bem comum.

            Então chegamos à pergunta: E aí o que fazer?  Acredito que Saramago pode nos ajudar.

            José Saramago disse: “Existe uma coisa que não se discute em lugar algum: a Democracia. A democracia está aí como se fosse uma espécie de santa do altar, e não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia seqüestrada, condicionada, amputada”.

            A resposta é mobilização e participação política. O que nos resta é isso, e aquele que não gosta de política vai ter que aceitar as decisões daquele que gosta.

Calendário Grupo Juvic

O GRUPO ESTA SENDO REESTRUTURADO NOVAMENTE

TODOS OS SABADOS 19 HRS NA COMUNIDADE ATE´FIXAR OS COMPROMISSO TEREMOS UM CALENDÁRIOS DO EVENTOS



























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































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