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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"O jovem não é indiferente" - PJE no Jornal Mundo Jovem‏

"O jovem não é indiferente" - PJE no Jornal Mundo Jovem




Tábata Silveira dos Santos
     Como é ser jovem e ser estudante em nossos dias? Em 2002 a Pastoral da Juventude propôs a Semana do Estudante.
     A ideia é trazer para o centro da escola e do espaço do jovem o debate sobre a educação, os grandes anseios da vida do estudante que se refletem na sociedade e relacionar todas as discussões estudantis com a realidade social. Conversamos com a jovem Tábata Silveira dos Santos.

Tábata Silveira dos Santos,
estudante de Direito, militante do movimento estudantil, ex-secretária e articuladora da Pastoral da Juventude Estudantil.
Endereço eletrônico:  tabatapje@yahoo.com.br

Mundo Jovem: O que é ser jovem hoje?
Tábata Silveira: Para saber quem é o jovem é preciso um esforço, pois não é um conceito estagnado. Tudo está em movimento e vários fatores vão interferir. Por um lado, objetivamente falando, o jovem é desempregado ou mal empregado, sofre muita violência, há um grande número de jovens encarcerados, é estigmatizado pela sua condição de ser jovem, há uma sensação de desconfiança etc. E subjetivamente falando, o jovem se sente muito cobrado para produzir resultados, para ser alguém que nem sempre é o que ele deseja ser. E a reação a isso pode resultar numa certa passividade. Não é uma inércia total, mas uma resposta a uma ação externa.

Mundo Jovem: Como é ser jovem estudante?
Tábata Silveira: Penso que ser jovem estudante hoje é estar condicionado por uma espécie de disputa ideológica. Porque temos uma preocupação forte com o futuro. E sinto que o nosso futuro é disputado por forças: por um lado, o mercado de trabalho e, em alguns casos, a nossa família nos pressionando para que trabalhemos. E, por outro lado, temos um monte de sonhos, de vontade de ser o que de fato somos, vontade de seguir os nossos desejos. Ainda temos a televisão e as ferramentas desse sistema que vão nos condicionando a ser aquilo que não queremos ser.

     Outra coisa do ser estudante é que a escola nos impõe uma condição apenas de aprendiz, sem possibilidade de intervir. Somos considerados objetos da educação e não sujeitos dela, por mais que existam estudantes que se movimentem contrariamente a isso. Existem, sim, jovens que se organizam por uma educação diferente, mas sabemos que a massa estudantil de fato aceita a realidade da escola assim como ela é.

Mundo Jovem: Como o jovem gostaria que fosse a escola?
Tábata Silveira: Hoje, estudar é um dever, não é só um direito. Ser obrigado a ir à escola pode parecer chato quando significa entrar para a máquina e fazer parte da esteira dos iguais. Desde o golpe militar de 1964, temos um modelo de escola igual. Talvez nos últimos anos as escolas tenham andado alguns passos. Mas ainda não se promove o encontro, a partilha do saber... as coisas legais que gostaríamos de saber e de ser.

     Há uma tentação de acreditar que todos são iguais e que o jovem não pode nos dar esperança. Mas quando chegamos junto com os jovens, encontramos uma realidade bem diferente do que a televisão mostra. Porque o jovem é criativo, tem uma capacidade fantástica de inventar e surpreender. Não que o jovem seja a grande esperança do mundo; a humanidade inteira deve ser esta esperança. Porém essa discussão serve para reconhecermos o jovem como sujeito capaz de criar. O adulto deve romper com estes muros de achar que só ele detém o lado certo das coisas, e oportunizar ao jovem a sua capacidade de criar.

Mundo Jovem: A escola valoriza as culturas juvenis?
Tábata Silveira: De um modo geral, os estudantes não são convidados a trazer a sua cultura para a escola. Parece que estudamos uma cultura abstrata, que está pairando sobre a realidade da escola. Mas temos avançado, especialmente na escola pública, no sentido de poder acessar políticas públicas e ter mais presente a realidade das comunidades de onde vêm nossas origens. Esta é a proposta da Semana do Estudante: viver e acessar essas raízes da resistência e da diversidade cultural. Ainda se convive muito com o racismo, com a intolerância entre as diferentes culturas. E a escola, apesar de ser invadida pelos meios de comunicação, é um espaço privilegiado de acolher culturas, de aprender com o diferente, de se ver no outro, de ajudar o jovem a se encontrar e também a perceber que o Brasil é muito mais do que aquilo que a televisão mostra.

Mundo Jovem: É possível comparar o jovem de hoje com o dos anos 1960/70?
Tábata Silveira: O contexto é outro. Naquela época, o contexto era mais instigante, porque o inimigo era muito claro. Existia uma lógica mundial de ditaduras e de opressão ao Sul do mundo. Então, havia uma luta pela libertação, contra o Norte. Eu acho que essa confusão que se tem hoje, essa tentativa pós-moderna de colocar na cabeça do jovem que é tudo muito incerto, e que não necessariamente se devam fazer lutas, causa um certo mal-estar.

     Acredito que o movimento estudantil, mais do que nunca, tem um papel fundamental no sentido de romper com a ideia de que a educação deve estar a serviço do sistema que oprime a maioria. Mas é importante dizer que o movimento estudantil, além desse desafio maior, tem lutas específicas.

Mundo Jovem: Quais são essas lutas?
Tábata Silveira: Na universidade, há uma luta pela inclusão racial e social no Ensino Superior, que são as cotas. Apesar de ser uma lei já aprovada, ainda é um problema que requer reconhecimento. Há também a questão da mulher nos espaços de educação. Na verdade, a pauta do dia é contra as opressões, contra a homofobia, contra o machismo, contra o racismo.

     A questão da ecologia também está presente, apesar de ser uma pauta confusa, porque o meio ambiente está sendo afetado pelo sistema capitalista, todos sabem, e o jovem tem se indignado muito com isso, mas não tem alguém para ser “atacado” diretamente. É uma luta difusa e impessoal. Todos sentem que devem fazer alguma coisa, mas ninguém faz.

Mundo Jovem: E há resultados dessas lutas?
Tábata Silveira: Eu entendo que um grande desafio para o movimento estudantil é repensar a sua forma. O problema é o método, não é o conteúdo. E nesse sentido os resultados poderiam ser bem maiores. A cultura é um caminho de diálogo com o próprio estudante. Os grandes atos, as grandes manifestações que acontecem hoje em dia não conseguem agregar tanta gente e por isso são poucas vozes gritando, e que correm o risco de serem ridicularizadas pelos colegas. Transitando pelas escolas e universidades, o que se percebe é a questão da forma do movimento estudantil. Como é que vai fazer para dialogar com os estudantes para ser real e cumprir o seu papel, que é organizar os estudantes para lutarem por uma sociedade diferente?

Mundo Jovem: Então não dá para dizer que o jovem de hoje é indiferente?
Tábata Silveira: Não dá para dizer que o jovem é indiferente. Existe a tentativa de construir essa ideia de que o jovem é apático. Nas avaliações que as Pastorais da Juventude têm feito, a conclusão é que o jovem se incomoda muito porque sofre diretamente as consequências do sistema capitalista. E não tem como uma pessoa que sofre muito ser apática. Ser indiferente é não perceber que as coisas estão acontecendo. A dificuldade que existe é encontrar meios de organização.

     O jovem sente na própria pele, pela violência que existe hoje, principalmente nas periferias, a questão da discriminação, a dificuldade de conseguir emprego. Apesar de as estatísticas mostrarem que o índice de desemprego está diminuindo, parece que há uma certa desconfiança com relação ao jovem.

Mundo Jovem: A internet pode contribuir nas lutas do jovem?
Tábata Silveira: É evidente que a juventude é fortemente atraída pelas tecnologias, pela possibilidade de se comunicar através do computador. E eu acredito que isso é a manifestação de uma resposta a uma pergunta que nos fazemos: quem somos? A internet parece conceder esta liberdade para sermos exatamente o que somos. Podemos selecionar as melhores fotos para que as pessoas nos vejam do jeito que queremos ser vistos. Acho importante o jovem poder se projetar numa perspectiva ideal.

     Por outro lado, a internet traz o aspecto de que nos distancia fisicamente uns dos outros. E para a questão central do estudante, que são suas lutas, a internet é uma ferramenta limitada. Dá para dizer que a internet pode contribuir, mas nada consegue substituir o espaço de debate, de construção coletiva presencial.

Mundo Jovem: É possível mudar a realidade? Que caminhos trilhar?
Tábata Silveira: Os partidos políticos identificados com os movimentos sociais têm muitas pautas urgentes, muitas bandeiras. Há a questão da ecologia, questões raciais, das mulheres, dos trabalhadores etc. E quando se olha para essa diversidade de bandeiras, a sensação para quem é militante de movimento estudantil e de pastoral é de que a luta é dispersa, não é unida. Há uma luta, mas parece que não se sabe especificamente contra o que se está lutando. E isso dificulta a mudança. Por outro lado, há um pressuposto para a mudança. Paulo Freire dizia que é preciso acreditar que é possível mudar.

     Penso que podemos nos inspirar na forma de viver indígena, de sentar na roda, de um não ser mais do que o outro, de se compreender como se fosse uma grande família. Dessa forma, é possível traçar um projeto comum e caminhar lutando para que ele aconteça.

     Então, primeiro, acreditar que é possível mudar; depois, buscar uma unidade entre os movimentos. Se continuarmos numa postura de cada um lutar pelas suas bandeiras, caminharemos cada vez mais para o individualismo, que é totalmente contrário ao projeto de sociedade mais justa. E quando se fala na possibilidade, é importante lutar a partir do lugar onde se está. Quem está na escola, deve lutar dentro dela, sem esperar ficar maior de idade para entrar para a política etc. Quem já está trabalhando, pode lutar por um salário mais justo, pensar num sentido de trabalho humanizador. Todo o espaço é legítimo para a luta.

confira mais em: www.mundojovem.com.br 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

189 livros GRÁTIS e Coleção História da África para Download gratúito‏

Coleção História da África para Download gratúito (7 volumes)

Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a
história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos.
Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias
hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a
região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos,
como se costuma pensar.

Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado
por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o
desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos
e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos
oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês,
francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.

Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a
função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao
tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população
brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em
parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC) e a Universidade
Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em
português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de
referência sobre o assunto.

O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira
a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

Para download gratuítos de todos os volumes da coleção visitem:

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/special-themes/ethnic-and-racial-relations-in-brazil/general-history-of-africa/#c155007

Abraços

 
189 livros grátis

É só clicar no título para  ler ou imprimir.

  1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
  2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
  3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
  4. Dom Casmurro -Machado de Assis
  5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
  6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
  7. A Cartomante -Machado de Assis
  8. Mensagem -Fernando Pessoa
  9. A Carteira -Machado de Assis
  10. A Megera Domada -William Shakespeare
  11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
  12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
  13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
  14. Dom Casmurro -Machado de Assis
  15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
  17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
  18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
  19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  20. Macbeth -William Shakespeare
  21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
  22. A Tempestade -William Shakespeare
  23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
  24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
  25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
  27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
  28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
  29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
  30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
  31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  33. Arte Poética -Aristóteles
  34. Conto de Inverno -William Shakespeare
  35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
  36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
  37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  38. A Metamorfose -Franz Kafka
  39. A Cartomante -Machado de Assis
  40. Rei Lear -William Shakespeare
  41. A Causa Secreta -Machado de Assis
  42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
  43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
  44. Júlio César -William Shakespeare
  45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
  48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
  49. A Ela -Machado de Assis
  50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
  51. Dom Casmurro -Machado de Assis
  52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
  53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  54. Adão e Eva -Machado de Assis
  55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
  56. A Chinela Turca -Machado de Assis
  57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
  58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
  59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
  60. Iracema -José de Alencar
  61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  62. Ricardo III -William Shakespeare
  63. O Alienista -Machado de Assis
  64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
  65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
  66. A Carteira -Machado de Assis
  67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
  68. Senhora -José de Alencar
  69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
  70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
  72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
  73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
  74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
  75. Iracema -José de Alencar
  76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  78. O Guarani -José de Alencar
  79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
  80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
  81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
  82. A Pianista -Machado de Assis
  83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
  84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  85. A Herança -Machado de Assis
  86. A chave -Machado de Assis
  87. Eu -Augusto dos Anjos
  88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
  89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
  90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  91. Quincas Borba -Machado de Assis
  92. A Segunda Vida -Machado de Assis
  93. Os Sertões -Euclides da Cunha
  94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  95. O Alienista -Machado de Assis
  96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
  97. Medida Por Medida -William Shakespeare
  98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
  99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
  100. A Vida Eterna -Machado de Assis
  101. A Causa Secreta -Machado de Assis
  102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
  103. Divina Comedia -Dante Alighieri
  104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  105. Coriolano -William Shakespeare
  106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
  107. Senhora -José de Alencar
  108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
  112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  113. Obras Seletas -Rui Barbosa
  114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
  117. Édipo-Rei -Sófocles
  118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
  119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
  120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  121. Tito Andrônico -William Shakespeare
  122. Adão e Eva -Machado de Assis
  123. Os Sertões -Euclides da Cunha
  124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
  125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
  126. Camões -Joaquim Nabuco
  127. Antes que Cases -Machado de Assis
  128. A melhor das noivas -Machado de Assis
  129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
  130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
  132. Helena -Machado de Assis
  133. Contos -José Maria Eça de Queirós
  134. A Sereníssima República -Machado de Assis
  135. Iliada -Homero
  136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
  138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
  140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
  141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
  142. A Carne -Júlio Ribeiro
  143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
  144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
  145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
  146. A Semana -Machado de Assis
  147. A viúva Sobral -Machado de Assis
  148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
  149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
  150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
  151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
  152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
  153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
  154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
  156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
  157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
  158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
  159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
  160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
  161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
  162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
  163. Odisséia -Homero
  164. Quincas Borba -Machado de Assis
  165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
  166. Balas de Estalo -Machado de Assis
  167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
  168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
  169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
  170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
  171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
  172. Cinco Minutos -José de Alencar
  173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
  174. Lucíola -José de Alencar
  175. A Parasita Azul -Machado de Assis
  176. A Viuvinha -José de Alencar
  177. Utopia -Thomas Morus
  178. Missa do Galo -Machado de Assis
  179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
  180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
  181. Hamlet -William Shakespeare
  182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
  183. O Espelho -Machado de Assis
  184. Helena -Machado de Assis
  185. As Academias de Sião -Machado de Assis
  186. A Carne -Júlio Ribeiro
  187. A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
  188. Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
  189. Antes da Missa -Machado de Assis

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Material da Semana de Oração está à venda no CONIC‏

Material da Semana de Oração está à venda no CONIC
 
Celebrada anualmente por cristãos em todo o mundo, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos será comemorada, no hemisfério sul, entre os dias 5 e 12 de junho. Para as igrejas que pretendem celebrar a SOUC, o CONIC já dispõe de todo o material necessário à realização das celebrações: folhetos, folders, entre outros. Para adquiri-los, basta contatar a Secretaria Geral do Conselho pelo telefone (61) 3321-4034, falar com Leila. Ou pelo e-mail: conic.brasil@terra.com.br.

O enfoque da Semana de Oração 2011 será, além de promover a unidade entre irmãos de fé, mostrar que a fé cristã possui centros comuns como, por exemplo, os Apóstolos, que foram responsáveis por compilar os ensinamentos de Jesus Cristo. Vale lembrar que todo o material da Semana foi produzido pelo Conselho Mundial de Igrejas, em parceria com o Pontifício Conselho para Promoção da Unidade dos Cristãos. A CNBB traduziu o material que, depois, foi adaptado pelo CONIC.

Logomarca da SOUCAté 2010 a Semana não possuía uma logomarca que a identificasse. Em virtude do crescimento contínuo da SOUC, o CONIC encomendou uma logomarca que a diferencie. Desse modo, o evento terá identidade visual própria, o que harmonizará os materiais produzidos. CLIQUE AQUI e veja a nova logomarca da Semana de Oração ampliada.

Lançamento Opção pelos Pobres no século 21‏





Iser Assessoria, Paulinas Livraria e Autores
      
Sarah Silva Teles,
       Ivo Lesbaupin,
       Francisco Orofino
       Paulo Fernando Carneiro de Andrade
Convidam
       Para o Lançamento do livro
       Opção pelos Pobres no século XXI
       organizado por Pedro Ribeiro de Oliveira.

06 de abril, 19 horas,
Rua Bambina, 115, Botafogo.
                                                                                                                                                                              

segunda-feira, 21 de março de 2011

Fé na Moçada - Revista do Brasil‏

Info
Revista do Brasil - Edição 57 - Março de 2011
Capa

Fé na moçada

A despeito da despolitização de significativa parcela da juventude brasileira, tem muita gente com uma ânsia louca de melhorar o mundo
Por: Fabíola Perez
Publicado em 17/03/2011

Fé na moçada
Mayara Longo e o Movimento Passe Livre: militância desde a meninice(Foto:Danilo Ramos/Revista do Brasil)
Rebeldes, revoltados, esquerdinhas. Tem todo tipo de qualificação para gente assim. Jovens que não se conformam com a realidade do mundo em que vivem. Que acreditam em valores como a solidariedade e têm convicção de que é possível fazer algo para mudar. E fazem. “Muita coisa está em desacordo na nossa sociedade. Mal saio de casa e já deparo com moradores de rua. Você vai ao posto de saúde e não vê atendimento digno.” Estudante de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Mayara Longo Vivian, de 21 anos, acredita que só se transforma a sociedade com organização e ação. Moradora do centro de São Paulo, para ela a militância é parte do cotidiano tanto quanto estudar e trabalhar.
Aos 12 anos, aderiu ao movimento punk. “Desde a pré-adolescência comecei a militar em um coletivo de apoio ao Movimento de Moradia do Centro de São Paulo”, conta. Ainda adolescente, conheceu o Movimento Passe Livre (MPL), que defende um modelo de transporte público e gratuito e adota como princípios atuar com independência, apartidarismo e tomar decisões coletivas e por consenso. “Toda vez que passo pela catraca de um ônibus sinto que cobrar por esse serviço é uma afronta.” O MPL surgiu em Santa Catarina, constituiu-se formalmente no Fórum Social Mundial de 2005 e organizou-se em várias capitais. Em São Paulo, conseguiu este ano reunir milhares de simpatizantes em manifestações semanais, provocou reuniões com autoridades e conquistou apoio de parlamentares ao objetivo de reverter o reajuste das tarifas de ônibus, de R$ 2,70 para R$ 3, e do metrô, de R$ 2,65 para R$ 2,90­.
Mayara faz parte de um contingente de jovens engajados em pautas cada vez mais diversificadas, segundo pesquisa realizada em 2008 pelos institutos Ibase e Pólis. “Os coletivos juvenis se inquietam mais com as condições sociais”, observa a socióloga­ Helena Abramo, coordenadora­ do estudo “Juventudes sul-americanas: diálogos­ para a construção da democracia regional”. Realizado na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, o estudo mostrou que questões sociais ganham musculatura entre as novas gerações. “Em uma conjuntura diversa da de um passado recente, em que a liberdade era mais restrita, e com o restabelecimento dos instrumentos de participação, a desigualdade social ganha mais espaço”, diz a socióloga.
Para o jornalista Rodrigo Savazoni, coor­denador do projeto CulturaDigital.br, o pulsar que movia a juventude nos anos da ditadura continua latente. “No contato com jovens dos assentamentos do MST, das centrais sindicais, universidades e de ONGs, percebe-se o quanto alimentam a seiva política que corre na sociedade.”

Coração lutador
A voz ainda conserva a euforia dos que gostam de contar histórias. Com 77 anos, Waldemar Rossi foi protagonista de distintos momentos políticos no país. Recorda com orgulho ter integrado a Comissão Justiça e Paz, na companhia de dom Paulo Evaristo Arns, Hélio Bicudo e Fábio Comparato, em defesa dos perseguidos pela ditadura. Até hoje continua engajado no trabalho da Pastoral Operária de São Paulo. Ele acredita que os anos de repressão no Brasil foram responsáveis pelo processo de modificação no perfil da juventude. “A ditadura implementou um modelo de educação para impedir que as futuras gerações tivessem conhecimento da verdadeira história. E essas gerações deixaram de compreender o processo político nacional”, afirma.

Política e futebol

Aos sábados, em um campo de várzea na Lapa, zona oeste de São Paulo, o Autônomos Futebol Clube reúne seus 50 integrantes e seu time de futebol feminino para fazer do esporte elo de integração e participação social. Filho de uma assistente social e de um bancário, Danilo Heitor Vilarinho Cajazeira, de 28 anos, um dos fundadores do time, foi autor da ideia. “Meus pais eram militantes na época da ditadura, mas eu nunca tive interesse por partidos políticos”, conta. Na adolescência, Danilo chegou ao movimento punk e, por meio dele, conheceu ideais do anarquismo, que defende uma sociedade sem governos.
Formado em Geografia, ele diz que é necessário pensar o mundo de uma forma mais humana. “Discutir política é debater desde o preço do pãozinho até o fato de haver mais espaço para carros que para o transporte público na cidade”, enfatiza. Em seu time de futebol não há presidente nem diretoria. “Nosso time é autogestionário e carrega diversos questionamentos políticos, mas lá dentro cada um tem sua posição.”
Danilo conta que o conceito de futebol como meio de intervenção política é pouco praticado na América Latina. Já na Europa existem outros times com essa mesma proposta. Com um deles, o inglês Easton Cowboys­, o Autônomos já fez intercâmbio. “Nós os convidamos para conhecer a realidade brasileira e em 2009 eles vieram participar de palestras em universidades. No ano seguinte, fomos convidados a ir conhecer o trabalho deles”, lembra.

Inspirado no que viu na Europa, Danilo diz que a atuação do time em prol de comunidades locais fortificou-se.
Morador do centro da cidade, ele apoia o movimento Frente de Luta por Moradia (FML), que se dedica a ocupações de imóveis abandonados e cobra projetos habitacionais na região central de São Paulo. Para colaborar, o time ajuda com doações e divulgação.
“A visibilidade social é conquistada a partir do momento em que se está no centro, geográfico e político”, afirma.

Muitas maneiras

“Durante um tempo as pessoas não sabiam como militar sem ser por intermédio dos partidos. Ao longo dos anos 1980, a juventude que queria participar não encontrava necessariamente abrigo nas pautas dos partidos formais, que se transformavam cada vez mais em estratégias para atingir o poder”, analisa Rodrigo Savazoni­.
Com o avanço da democracia, canais de participação foram se multiplicando, e hoje a juventude encontra espaço para se manifestar por melhorias em sua comunidade ou em seu país, seja na política partidária – o que inclui a disputa pelo poder, mas se esgota nela –, em movimentos sociais e sindicais, seja em coletivos autônomos atuantes nos mais diferentes setores de atividade.
O projeto coordenado pelo jornalista, por exemplo, é capitaneado pelo Ministério da Cultura e conta com incentivo da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da sociedade civil organizada. O CulturaDigital.br realizou em novembro de 2010 a segunda­ edição do Fórum da Cultura Digital Brasileira. A iniciativa reuniu milhares de jovens que se articulam no espaço virtual das redes sociais para trocar experiências e pensar políticas públicas culturais. Para Rodrigo, o CulturaDigital pensa o Brasil um pouco mais à frente.
“Pretendemos usar a mesma metodologia para construir projetos de políticas públicas em outras áreas­, como saúde e habitação”, adianta. O coorde­nador vê no uso das redes sociais na ­internet para fins de mobilização político­-social uma fase ainda embrionária. Mesmo­ assim, elas já são uma eficiente ferramenta de aglutinação e divulgação das mais diversas manifestações.
O advogado Murilo Gaspardo, de 27 anos, presidente da Juventude do Partido Verde em São Paulo, admite o descrédito de parte da juventude brasileira. “Os partidos precisam fazer o resgate da política como espaço para a reestruturação da sociedade. Eles têm de reconquistar a juventude”, avalia. Dispor de canais que permitam viver a experiência da participação e desfrutar resultados são fatores estimulantes.
A atriz, radialista e estudante de Gestão de Cultura Mariana Perin, de 28 anos, coordena,­ com 15 outros jovens de diferentes partidos políticos – entre eles Murilo –, o projeto Estação Jovem, em parceria com a Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul, em São Paulo. Estruturas para andar de skate, equipamentos musicais para shows, computadores conectados à internet são alguns dos itens que compõem os espaços do centro cultural. Mariana conta que em 2006 foram realizadas audiências para que a população participasse da construção do projeto e abastecesse de propostas o Centro de Referência da Juventude, que funciona todos os dias na parte superior do Terminal Rodoviário Interestadual Nicolau Delic.
“O termo política vem sendo deturpado. Então, quando a gente consegue criar uma forma arejada de engajar, a receptividade entre os jovens é maior. Organizamos uma situação, inserimos os participantes e depois explicamos que aquilo é política”, diz Mariana. “Falar de política pública por meio de arte, cultura e lazer faz com que aceitem o substantivo política outra vez em seu cotidiano.”

terça-feira, 15 de março de 2011

A Bíblia e a historicidade dos fatos‏

A Bíblia e a historicidade dos fatos
por Ildo Bohn Gass
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O presente artigo faz parte do livro Porta de Entradao primeiro de oitos volumes da coleção Uma introdução à Bíblia Pedidos (com 10% de desconto na coleção) para vendas@cebi.org.br  
 
A Bíblia não é um livro de ciências e nem um livro de história
Assim como os livros da Bíblia não são livros de ciência, assim também não podemos lê-los simplesmente como livros de história. A Bíblia é como um espelho em que, através da história do povo hebreu, está refletida a história da humanidade. Eis por que identificamos quase espontaneamente situações que o povo de Israel viveu com situações que estamos vivendo hoje. Assim também identificamos personagens da Bíblia com personagens de nosso tempo, como se Caim e Abel, Abraão e Sara, Moisés e o Faraó, Jeremias e Amós continuassem no meio de nós.
 
A Bíblia é interpretação da história
Nem tudo o que está narrado nos livros da Bíblia conhecidos como históricos aconteceu do jeito como está escrito. É que, mais do que fazer uma descrição dos fatos como se fossem filmagem, as Escrituras interpretam a história, a vida. Descrevem a experiência de Deus que as pessoas e o povo fazem. Por isso, é correto dizer que, ao estudarmos um texto bíblico, estamos na verdade interpretando uma interpretação.
 
Na Bíblia, há várias interpretações da mesma história
Dentro da própria Bíblia tem diferentes interpretações a respeito da mesma história.
Por exemplo, a história da tomada da terra narrada no livro de Josué não é a mesma que está narrada no livro dos Juízes. Para exemplificar, veja como em Josué se afirma que toda a Terra Prometida já estava libertada das mãos dos reis (Js 11,23; 21,43-45). Porém, logo adiante, no livro de Juízes, se afirma que ainda faltava muito por conquistar (Jz 1,21.27-35).
Para entender estas diferenças, é importante ter presente que foi um longo processo que essas histórias percorreram até serem fixadas na forma escrita como as temos hoje. Cada texto tem sua intenção teológica. São interpretações diferentes e até contraditórias dos mesmos fatos históricos.
Há, inclusive, uma evolução na reflexão teológica, como se pode perceber, por exemplo, na atribuição dos males que vêm em prejuízo do povo.
Um caso é o recenseamento que o rei Davi fez (2Sm 24,1-15). No v. 10, nos é dito que realizar o censo é pecado. Certamente é pecado, porque parecia querer limitar o poder de Deus, a quem pertence o poder sobre a vida das pessoas. Também é pecado, porque visa fornecer ao rei o número de pessoas para poder melhor explorá-las através dos impostos e para saber o número de homens aptos a serem recrutados para a guerra (v. 9). Quando este texto é escrito, pensava-se ainda que Deus era também o autor do mal. Por isso, diz no v. 1 que foi Deus que incitou a Davi para que fizesse o censo. Quando, séculos mais tarde, o mesmo fato é contado novamente, já houve uma evolução na reflexão teológica em Israel. Agora, o mal já não vem mais de Deus, mas vem de Satã (1Cr 21,1).
 
A Bíblia nasceu aos poucos
Como podemos ver, a Bíblia é um livro que nasceu aos poucos. Nasceu da vida de um povo que tentou ser fiel a Deus presente no cotidiano.
Antes do texto escrito vêm experiências vividas pelas mais diferentes pessoas e em lugares variados. Todas essas experiências foram sendo contadas, recontadas durante muito tempo. Só então a memória virou texto.
Sobre os mesmos fatos foram surgindo diferentes tradições de acordo com o meio onde eram narradas, recontadas e escritas. Na cidade, nos palácios e no templo a reelaboração era de um jeito. No campo era de outro. Cada qual de acordo com seus condicionamentos, interesses, limites e horizontes.
   Aos poucos, as tradições foram agrupadas dentro de narrativas ou conjuntos maiores, adquirindo um novo colorido, fornecendo respostas novas a novas necessidades, até o texto chegar à sua redação final como o temos hoje.
 
A Bíblia não quer transmitir os fatos, mas a intenção, a mensagem a partir dos fatos
Além disso, a Bíblia não descreve uma história "factual", mas "intencional". O mais importante não é o "fato" em si, mas a "intenção" que o autor quer transmitir. Consequência disso é que a pergunta certa a ser feita ao texto bíblico não pode ser:"o fato foi ou não foi assim?", mas sim: "qual a intenção de quem escreveu o texto?", ou:"o que o texto quer dizer?", ou ainda: "qual sua mensagem?".
Para exemplificar o que acabamos de refletir, lembremo-nos da estória de Caim e Abel (Gn 4). Aqueles que lêem esse texto como fato histórico não conseguem explicar de onde veio a mulher de Caim, quando naquele momento, se lemos o texto ao pé da letra, apenas existiam Adão, Eva e Caim. Se, no entanto, vamos ao texto em busca da intenção do autor, do sentido do texto, certamente encontraremos uma resposta.
 
A Bíblia não é fotografia nem filmagem, mas raio-X, isto é, revela a vida por dentro
A Bíblia não apresenta fotografias ou filmagens dos acontecimentos. Sua interpretação dos fatos vai além das aparências, da cara, da fachada. Por isso é melhor compará-la com um raio-X, isto é, a Bíblia nos revela o sentido profundo que está dentro dos fatos, por trás das palavras. Revela a presença misteriosa de Deus na vida, na história, nas pessoas.
Mais do que uma história de fatos, a Bíblia contém teologias da história. São diferentes maneiras de perceber a presença de Deus nos fatos, das suas maravilhas na vida de seu povo. O que lhe interessa é a pulsação da presença de Deus nas veias dos acontecimentos. A comunidade israelita faz como que "pinturas" e, às vezes, quadros diferentes de uma mesma realidade. Assim acontece com as duas "pinturas" da criação, logo no início do livro do Gênesis.
Compare a primeira narrativa da criação (Gn 1,1-2,4a) com a segunda (Gn 2,4b-25) e perceba como o povo da Bíblia pinta dois quadros muito diferentes para revelar o sentido profundo da vida. A primeira reflete a situação de sofrimento do povo no exílio da Babilônia ao redor de 550 a.C. A segunda, ao relatar o plano de Deus para a criação e a humanidade, retrata como o povo alimentava sua esperança na época da opressão do rei Salomão ao redor de 950 a.C.
 
A Bíblia nos quer revelar a presença amorosa de Deus na vida
Continuando a usar imagens para comparar as Escrituras, poderíamos dizer ainda que a Bíblia é como um binóculo. Quando ficamos olhando para ele, nós só enxergamos ele mesmo, o binóculo. Porém, quando olhamos através dele, vemos o horizonte de outro jeito, com outra perspectiva. Assim também é a Sagrada Escritura. Olhando à distância, ela parece um livro qualquer. Mas se olhamos através dela, aquilo que está por trás das palavras, atrás da lente desse "binóculo", então percebemos sua intenção, que é revelar a presença amorosa de Deus na vida, nos acontecimentos.
 
Deus se manifestou no passado e continua se manifestando no presente
Uma coisa que nos deixa com um pé atrás em relação à Bíblia é a facilidade e frequência com que se diz que Deus apareceu e falou com alguns personagens como Noé, Abraão e Sara, Agar e Jacó, Rebeca e Moisés, Elias e tantos outros. Será que apareceu cara a cara e falou com sua voz? Ora, sabemos que Deus não tem cara e sua voz não vibra no ar. Mas também sabemos que, para comunicar nossas experiências mais profundas, temos que usar imagens. Nós, que temos fé, sabemos que Deus está invisivelmente presente em nossa vida, conhecemos os traços do seu rosto e escutamos sua voz, sobretudo em momentos decisivos.
O povo tem razão quando diz: "Deus te ouça!", "Deus te guarde!", "Vai com Deus!" e outras expressões que manifestam a presença atuante de Deus em todos os nossos passos. Só podemos falar de Deus através de imagens e figuras.
Ildo Bohn Gass é bliblista, leigo católico.

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